09/06/2015
A Terapia Cognitiva Sexual da Disfunção Erétil

A principal característica da disfunção erétil, popularmente chamada de impotência é a incapacidade persistente ou recorrente de obter ou manter uma ereção. Apesar do grande número de pesquisas médicas relacionando a Disfunção Erétil (DE) a fatores orgânicos, observamos que os fatores psicológicos são os mais frequentes neste problema. Alguns homens até apresentam fatores de risco para a sua dificuldade de ereção como obesidade, hipertensão arterial, diabetes ou tabagismo. No entanto, percebemos que quase todos têm algum grau de depressão, ansiedade, medo de desempenho ou antecipação do fracasso.

Quando o homem experimenta episódios seguidos de falha de ereção, alimenta a crença de que passará sempre pelo mesmo constrangimento de querer e não poder ter uma “ simples relação sexual” . Esta ansiedade de desempenho ocorre também nos pacientes portadores de disfunção erétil de causa predominantemente orgânica. O medo de falhar, inibe a iniciativa de tentar o sexo e gera nestes homens, em geral, um comportamento celibatário. O medo antecipado da falha provoca a disfunção erétil, porque a ansiedade presente neste momento faz com que o paciente fique vigiando seu pênis e tomando conta da qualidade da sua ereção. Isto provoca a ansiedade em função do aumento da adrenalina e principalmente o desligamento dos estímulos sexuais, levando a diminuição das sensações eróticas, culminando, óbvio, na falha erétil.

Durante muito tempo o tratamento para estes homens focalizava essencialmente a redução da ansiedade sexual. Hoje, sabemos que os fatores cognitivos são a chave para o tratamento destes problemas. Está claro que homens com queixa sexual tendem a erotizar menos, concentram-se mais nos pensamentos negativos e tendem a subestimar a qualidade da resposta erétil que alcançam.

Com os avanços da Terapia Cognitiva, temos um arsenal de ferramentas que permitem uma intervenção mais rápida e diretiva nas queixas sexuais. As pesquisas avançam e em pouco tempo teremos mais novidades nesta área. A Terapia Cognitiva Sexual (TCS), é uma abordagem de orientação cognitivista, desenvolvida para tratar estes pacientes. Na TCS esclarecemos ao cliente que o foco principal do trabalho não é fazer com que ele passe a conseguir a ereção, mas sim que estabeleça um novo padrão de comportamento sexual que lhe dê mais prazer, para que sua ereção venha acontecer como consequência disto.

Imagine um homem que carrega a seguinte crença: “ um homem de verdade pode ter uma ereção a toda hora e em todo lugar e decidir quando ejacular”. Este pensamento rígido dificulta a relação e o atrapalha a resolver o problema. Sabemos também que homens com crenças rígidas tendem a desenvolver menos habilidades sexuais e acabam apresentando déficits que prejudicam sua excitação. Estes homens prenunciam o fracasso, pois apresentam expectativas negativas com relação ao seu desempenho e tendem ao ato sexual com menor frequência.

Por Antonio Carvalho



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